quinta-feira, 26 de junho de 2008

Atwood sucede a Oz

Margaret Atwood
Margaret Atwood (n. 1939, Otava, Canadá) foi galardoada com o Premio Príncipe de Asturias de las Letras de 2008.

Justíssima atribuição do prémio para a eminente autora canadiana. Romancista, ensaísta, contista, poetisa, escritora de livros para crianças, ilustradora, responsável pela criação de obras-primas da literatura de ficção como O Assassino Cego (ed. port. Livros do Brasil, 2001; Blind Assassin, 2000; vencedor do Booker Prize de 2000) e dos excepcionais romances distópicos Órix e Crex. O Último Homem (ed. port. Asa, 2006; Oryx and Crake, 2003; finalista do Booker Prize de 2003) e Crónica de uma Serva (ed. port. Europa-América, 1985; The Handmaid's Tale, 1985; finalista do Booker Prize de 1986); não esquecendo a excelente urdidura (é o termo correcto) em A Odisseia de Penélope (ed. port. Teorema, 2006; The Penelopiad, 2005).
O vencedor anterior nesta categoria foi o escritor israelita Amos Oz – definitivamente, a organização dos ditos prémios de atribuição anual parece ter abandonado o chauvinismo que influenciou, de forma determinante, os primórdios deste prémio.
Vencedores anteriores:
2007 – Amos Oz (Israel)
2006 – Paul Auster (E.U.A.)
2005 – Nélida Piñon (Brasil)
2004 – Claudio Magris (Itália)
2003 – Fatema Mernissi (Marrocos) e Susan Sontag (E.U.A.)
2002 – Arthur Miller (E.U.A.)
2001 – Doris Lessing (Reino Unido)
2000 – Augusto Monterroso (Guatemala)
1999 – Günter Grass (Alemanha)
1998 – Francisco Ayala (Espanha)
1997 – Álvaro Mutis (Colômbia)
1996 – Francisco Umbral (Espanha)
1995 – Carlos Bousoño (Espanha)
1994 – Carlos Fuentes (México)
1993 – Claudio Rodríguez (Espanha)
1992 – Francisco Morales Nieva (Espanha)
1991 – Povo de Porto Rico
1990 – Arturo Uslar Pietri (Venezuela)
1989 – Ricardo Gullón (Espanha)
1988 – Carmen Martín Gaite (Espanha) e José Ángel Valente (Espanha)
1987 – Camilo José Cela (Espanha)
1986 – Rafael Lapesa Melgar (Espanha) e Mario Vargas Llosa (Peru)
1985 – Ángel González (Espanha)
1984 – Pablo García Baena (Espanha)
1983 – Juan Rulfo (México)
1982 – Miguel Delibes Setién (Espanha) e Gonzalo Torrente Ballester (Espanha)
1981 – José Hierro del Real (Espanha)

2 comentários:

Kovacs disse...

Realmente, parece que decidiram considerar outros países e línguas após os dez primeiros anos de "dominação" espanhola. Preparei uma postagem semelhante lá no meu mundo.

Dadang Nos disse...

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