segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

Anotações e Transcrições 7: Mutações [actualizado]

O Dr. Horácio, personagem de Agustina, determina:
«“As pessoas sofrem quase todas de insignificância e só as podemos aliviar dizendo-lhes que escrevam um livro, plantem uma árvore e façam um filho.” Isso traduzido para os tempos mais recentes resumia-se em comprar um automóvel, fumar erva e ir a um concerto de rock.»
Em A Ronda da Noite, de Agustina Bessa-Luís. Lisboa: Guimarães Editores, 1.ª edição, Setembro de 2006, pág. 43.

O João Gaspar, no n.º 4 do seu Exercício da Mediocridade, dispara outra proposição, assaz teleológica, que o tempo e os tempos trataram de confirmar:
«adoptar um filho, plantar uma rosa, escrever uma badana.»

E para concluir, aqui fica o aforismo n.º 183 do Vasco M. Barreto, com a sua Máquina, para o qual fui devidamente alertado pelo Rogério:
«Plantar um eucalipto, fazer um bastardo e plagiar um livro provavelmente não conta.»

3 comentários:

R. Casanova disse...

Desculpa lá, mas quem ganha é este:
http://aforismosi.blogspot.com/2007/01/184.html

AMC disse...

Muito bom!
Será aditado ao post com a devida vénia.

João Gaspar disse...

Caro André, ia justamente referir-te a frase do enorme Vasco M Barreto, pelo que este comentário fica quase sem efeito, a não ser para te mandar o devido abraço!