domingo, 7 de outubro de 2007

Entretanto... [actualizado]

…a centenária casa de apostas britânica Ladbrokes, que no ano passado acertou em cheio na previsão de atribuição do Nobel ao escritor turco Orhan Pamuk, atribuiu as seguintes probabilidades para o vencedor do Nobel da Literatura de 2007 – os dez primeiros:

O reverso da medalha do Nobel da Literatura1.º Philip Roth (EUA, 1933) – 5/1
2.º Claudio Magris (Itália, 1939) – 6/1
–– Les Murray (Austrália, 1938) – 6/1 (Poesia)
4.º Tomas Tranströmer (Suécia, 1931) – 7/1 (Poesia)
5.º Haruki Murakami (Japão, 1949) – 8/1
6.º Adonis (Síria, 1930; Líbano) – 9/1 (Poesia)
7.º Amos Oz (Israel, 1939) – 10/1
–– Joyce Carol Oates (EUA, 1939) – 10/1
–– Ko Un (Coreia do Sul, 1933) – 10/1 (Poesia)
10.º Yves Bonnefoy (França, 1923) – 16/1 (Poesia e Ensaio)
[actualização: Roth passou à condição de vencedor mais provável. Saiu do Top 10 o poeta belga (flamengo) Hugo Claus (1/25), entrou Yves Bonnefoy]

Em comparação com a lista de onze nomes de prováveis vencedores por mim sugerida, apenas Philip Roth integra, na 3.ª 1.ª posição por grau de probabilidade de ocorrência decrescente, a lista dos dez primeiros da Ladbrokes. Todavia, há sete autores que surgem em posições inferiores na tabela, de acordo com a lista da corretora: Kundera e Pynchon (20/1); DeLillo (25/1); Updike (40/1); Achebe e Vargas Llosa (50/1); Rushdie (100/1). Não constam da referida lista de apostas três do onze nomes atrás referidos: Lobo Antunes, Kadaré e Mailer.

Notas:

  1. A Paul Auster foi atribuída a probabilidade de 100/1, tal como a John Banville e a Julian Barnes.
  2. De destacar o rácio de 20/1 atribuído ao autor italiano, de forte paixão lusa, Antonio Tabucchi.
  3. Curiosamente, Bob Dylan aparece na lista, conquanto surja na última posição com uma probabilidade de 150/1.

Inventas vitam juvat excoluisse per artes.

6 comentários:

manuel a. domingos disse...

1.º Claudio Magris (Itália, 1939) – 5/1 (não conheço)
2.º Les Murray (Austrália, 1938) – 6/1 (Poesia) (não conheço)
3.º Philip Roth (EUA, 1933) – 7/1 (ainda não li, perdoa-me)
–– Tomas Tranströmer (Suécia, 1931) – 7/1 (Poesia) (não conheço)
5.º Adonis (Síria, 1930; Líbano) – 8/1 (Poesia) (não conheço)
6.º Amos Oz (Israel, 1939) – 10/1 (para ler)
–– Haruki Murakami (Japão, 1949) – 10/1 (nunca li)
–– Hugo Claus (Bélgica, 1929) – 10/1 (não conheço, mas este não é de língua flamenga?)
–– Joyce Carol Oates (EUA, 1939) – 10/1 (nunca li)
–– Ko Un (Coreia do Sul, 1933) – 10/1 (Poesia) (não conheço)

Anonymous disse...

Hugo Claus all the way.

Nuno J disse...

Olá. Excelente blog. Dou-lhe também a conhecer um novo livro, publicado a partir de perguntas feitas no meu site. Pode saber mais pormenores em http://omj.no.sapo.pt

Agradecia a divulgação, porque se trata essencialmente de um livro dirigido aos estudantes.

Obrigado.

Nuno H

Fernando Dinis disse...

Parece-me risível encontrar Murakami à frente de Kundera, embora, como sabes, seja fanático por ambos.

AMC disse...

Pois, Manel. Todos os anos há surpresas e suponho que a casa de apostas anteviu essa situação. Eles dizem que têm reputados consultores literários...
Fernando, estou de acordo contigo, mas Murakami é dos poucos escritores (com brilho) dedicados ao surrealismo de tipo kafkiano, embora num tom eminentemente fantástico, ao contrário dos labirintos de Kafka.

MF disse...

1.º Philip Roth (EUA, 1933) – 5/1: acho que não traria grande polémica. Quase tudo o que li deste autor são obras primas;
2.º Claudio Magris (Itália, 1939) – 6/1: não conheço;
–– Les Murray (Austrália, 1938) – 6/1 (Poesia): não conheço;
4.º Tomas Tranströmer (Suécia, 1931) – 7/1 (Poesia: não conheço;
5.º Haruki Murakami (Japão, 1949) – 8/1: li pouca coisa e o que li gostei moderadamente (acho estas probabilidades algo sobreavaliadas);
6.º Adonis (Síria, 1930; Líbano) – 9/1 (Poesia): não conheço;
7.º Amos Oz (Israel, 1939) – 10/1: não conheço a obra toda mas o que li (sobretudo as magníficas "memórias")leva-me a crer que seria um justo vencedor;
–– Joyce Carol Oates (EUA, 1939) – 10/1
–– Ko Un (Coreia do Sul, 1933) – 10/1 (Poesia: não conheço.
10.º Yves Bonnefoy (França, 1923) – 16/1 (Poesia e Ensaio): não conheço.
Donde se conclui: tanto para ler e tão pouco tempo.