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sábado, 26 de dezembro de 2009

Estrondoso (“10+” de 2009)

Desde o passado dia 19, por volta das 14 horas, este blogue tem vindo a revelar, por ordem perfeitamente aleatória, os 10 melhores álbuns (de originais) musicais de 2009.

“Crystalised”
The xx xx (Young Turks)
O título poderia exprimir as minhas constantes fugas juvenis que parecem brotar de uma reserva, decerto inexaurível, ocultada por uma força superior nos confins da minha mente. The xx é o nome de uma banda de Londres, recentemente formada, cujo primeiro álbum de originais, xx – de produção quase artesanal –, saiu no Verão de 2009 para o mercado discográfico. Quatro pós-adolescentes, a meio do projecto da idade adulta, criaram um dos mais sensacionais álbuns de estreia dos últimos anos. Com uns laivos de Breeders – apesar da componente vocal masculina –, são no entanto uns Sonic Youth britânicos, mais macios, com um som mais limpo e menos ousado – talvez aqui, se haja verificado alguma temeridade de iniciado –, mas não menos entusiasmantes que os veteranos nova-iorquinos. “Intro”, a música instrumental de abertura, parece não soar a nada de novo; certamente, já a ouvimos em outros locais, sem a associarmos à jovem banda londrina, porque a voracidade propagandística arrebanhou-a com unhas e dentes para ornamentar os seus objectos menos vigorosos. E o que dizer de “Stars”? E de “Crystalised”? “Night Time”?... Neste momento, destaco “VCR” das restantes, o que não quer significar que na próxima semana não surja outra a ocupar o topo das minhas preferências – é sempre assim neste tipo de álbuns, nada é definitivo, todas as certezas qualificativas sobre cada peça que integra o todo é de sobremaneira instável. Uma obra-prima. 
Notas:
  1. No dia 29 de Dezembro será divulgada a lista dos “Dez Melhores”, organizada por ordem de preferência;
  2. No passado dia 19, todos os álbuns nomeados ficaram agendados no Blogger para publicação, logo sem hipótese de ajustamento por influências externas, para surgirem na hora determinada (por voltas das 14 horas) em cada dia.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Tequila com pouco Sunrise (“10+” de 2009)

Desde o passado dia 19, por volta das 14 horas, este blogue tem vindo a revelar, por ordem perfeitamente aleatória, os 10 melhores álbuns (de originais) musicais de 2009.

“Sacred Trickster”
Sonic Youth The Eternal (Matador)
O título deste texto segue o mito urbano do cliente achavascado que se dirige ao bar num ímpeto de doseador versado. Com The Eternal há um pecadilho que, certamente não advirá da mudança da editora de sempre, a Geffen, não se verificou com o extraordinário Rather Ripped de 2006: pouco Thurston Moore e cabriolas da doidinha Kim Gordon, para muito Ranaldo. Mas esta é a história da banda criada em 1981 em Nova Iorque e que se prolongou pelos seus já dezasseis álbuns de originais: o trio que sobressai do quinteto numa espécie de dialéctica de amor/repulsa e que se sintetiza em obras de arte. Se políticos fossem, eu votaria em Moore, mas procuraria garantir uma oposição responsável Gordon/Ranaldo, mesmo em possíveis formações com maiorias negativas. “Thunderclap for Bobby Pyn” é excelente, a mais sonic-youthiana e a única canção cantada exclusivamente por Moore. Mas seria uma blasfémia anticonstitucional dizer que quando os três se juntam, como em “Poison Arrow” ou em “Anti-Orgasm”, a criação perde qualidade. E Gordon está muito bem sozinha em “Calming Snake”, na poderosíssima e erecto-pixiana “Sacred Trickster”, e na épica “Massage the History”. Mas foi na coligação Moore/Ranaldo que o álbum se abalançou ao éter com a icónica “Antenna”. Em suma, «Oil dripping on my head / Let's go back to bed…», se exceptuarmos a “Walkin Blue”, The Eternal ganha como regra para audição obrigatória. E, em boa verdade vos digo, nada melhor que coleccionar ementas e ouvir Sonic Youth no dia de Natal… feliz e santo.
Notas:
  1. No dia 29 de Dezembro será divulgada a lista dos “Dez Melhores”, organizada por ordem de preferência;
  2. No passado dia 19, todos os álbuns nomeados ficaram agendados no Blogger para publicação, logo sem hipótese de ajustamento por influências externas, para surgirem na hora determinada (por voltas das 14 horas) em cada dia.