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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Nem Tanovic, nem cópula com peixe-gato

Nem tão-pouco o modorrento, porém bastante aprazível, Beauvois. Da lista de 9 semifinalistas consta o Hævnen dinamarquês vencedor do Globo de Ouro (galardão que caminha a passos largos para o nível qualitativo do seu irmão mais novo português); o irritante Iñárritu (por curiosidade, um nome crioulo-anagramático do assertoado qualificativo); a imperiosa presença japonesa (deve tratar-se de um exercício anual de expiação pela fúria radioactiva de Agosto de 1945).
A lista inclui ainda o desconcertante dente canino psicossocial grego de Lanthimos (auf!). Não poderia faltar, my fair..., a chuva em Espanha esquerdista (ético-exclusivista) com uma alegoria analéptico-dicotómica “maldita globalização / exploração pós-colombiana” (dois coelhos: bang! bang! a culpa do ocidente) e, pelos vistos, bastante aplaudida. Regressando ao título, sinto, em boa verdade alguma pena, gostava mesmo de ouvir pronunciar no próximo dia 27 de Fevereiro no Kodak Theatre o vencedor de Cannes deste ano: Apichatpong Weerasethakul, exercício de pronunciação que foi apenas superado pelo do famoso vulcão da Islândia.
Consultar lista aqui.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Tiro de Partida

Informalmente, com a divulgação da lista completa de filmes em língua estrangeira candidatos a integrarem a lista final de cinco que seguirá até à cerimónia final de entrega, é dado o tiro de partida para os prémios de cinema mais prestigiados e cobiçados do mundo.
Para 83.ª edição do Óscares, com cerimónia marcada para o dia 27 de Fevereiro de 2010 no Kodak Theatre, marcam presença 65 filmes de outros tantos países.
Portugal far-se-á representar – escolha do ICA, anunciada no final de Setembro passado – pelo filme de João Pedro Rodrigues, Morrer como um homem. Trata-se da 3.ª longa-metragem do autor da película, à altura controversa, O Fantasma (2000), que lhe valeu o prémio de melhor filme no Festival de Cinema Gay e Lésbico de Nova Iorque em 2001, e de Odete (2005) que obteve uma menção especial de melhor filme no Festival de Cinema Gay e Lésbico de Milão em 2006, tendo conquistado uma menção especial dos “Cinémas de Recherche” no Festival de Cannes 2005, havendo, por outro lado, integrado a Quinzena dos Realizadores. Um filme esdrúxulo, mais felliniano que Fellini, um M Butterfly da Buraca ou do Aleixo, com péssimas interpretações e um final burlesco e lacrimejante de cantoria post mortem pelo coitadinho renegado num cemitério lisboeta. Mas há quem goste, e eu não censuro. Calo-me, apenas.
Da listagem da Academia das Artes e das Ciências Cinematográficas de Hollywood, é de destacar:
  • O regresso do bósnio Danis Tanovic, representando o seu país com Cirkus Columbia – Tanovic já venceu este galardão em 2002 com o fabuloso Terra de Ninguém (No Man’s Land, 2001), e realizou o esquecido pelo público e pela crítica, embora notável (na minha opinião), Inferno (L’enfer, 2005) baseado num guião nunca filmado de uma trilogia de Krzysztof Kieslowski (1941-1996);
  • A representar a Tailândia está o último vencedor do Festival de Cannes, Loong Boonmee raleuk chat (Uncle Boonmee Who Can Recall His Past Lives) de Apichatpong Weerasethakul;
  • Pela França, o filme vencedor do Grande Prémio do Júri do Festival de Cannes, Des hommes et des dieux, de Xavier Beauvois;
  • O arrevesado Canino (Kynodontas / Dogtooth; 2009) de Giorgos Lanthimos, vencedor do prémio Un Certain Regard, mas do Festival de Cannes de 2009, é o representante da Grécia;
  • Por fim, é sempre de anunciar a presença do realizador irritante, nascido no México em 1963, com pretensões ao trono do Olimpo cinematográfico como o moralista/messiânico, Alejandro González Iñárritu, com o filme Biutiful a representar o seu país.
As nomeações serão anunciadas no dia 25 de Janeiro de 2010, embora nos últimos anos a Academia tenha vindo a anunciar uma lista de 9 pré-nomeados nesta categoria, cerca de duas semanas antes daquela data.