sexta-feira, 7 de julho de 2006

Fatalismo!?

Boris Vian«Desde que o senhor André Gide descobriu que se podia pôr uma mulher de barriga para baixo, descobriu-se, consequentemente, que mais valia ter um homem»
Boris Vian, Citations, compilado por Noël Arnaud [Tradução de Sarah Adamopoulos].

(Depuis que m. andré gide a découvert qu'une femme on pouvait la mettre à plat ventre et que, par conséquent, autant valait prendre un homme.)

quinta-feira, 6 de julho de 2006

The Summer Wind

The summer wind came blowin' in
From across the sea
It lingered there to touch your hair
And walk with me

All summer long
we sang a song
And then we strolled that golden sand
Two sweethearts and the summer wind

Like painted kites, those days and nights
They went flying by
The world was new beneath the blue
Umbrella sky

Then softer than a piper man
One day, it called to you
I lost you I lost you to
The summer wind

The autumn wind
And the winter winds
They have come and gone
And still those days
Those lonely days
They go on and on
And guess who sighs his lullabies
His lullabies through nights that never end
My fickled friend,
The summer wind
The summer wind warm summer wind
Umm... The summer wind

Gone... with the wind!

Sem estrada nem palavras! [REMOVIDO]

Removido, porque sim!

A banalização do sexo

Numa visão extrema e meramente académica, o pretenso acto de se retirar ao desejo a sua componente sexual, transformando o sexo numa função meramente reprodutiva para a sobrevivência da espécie, seria um completo contra-senso atendendo aos próprios ciclos biológicos do acasalamento, da fecundação e da concepção, e à diferença substantiva que nos distingue dos demais seres vivos que connosco partilham o espaço terrestre, para além de esvaziar a razão de ser do que convencionámos chamar desejo, que é causa e simultaneamente efeito de um todo intrincado de simples sentimentos de nós próprios, do qual se obtém, nos seus maiores vigor e intensidade – o paroxismo do desejo –, o amor (ou a paixão) indissociável do sofrimento.
Margaret Atwood, no seu romance distópico e profundamente inquietante «Órix e Crex. O Último Homem» (Oryx and Crake, 2003), dá-nos uma visão terrífica de um possível futuro com predominância para a racionalidade – instinto de sobrevivência – do sexo maquinal, desprovido de amor e completamente despojado de desejo, de forma a evitar o sofrimento:

«O sexo deixou de ser um ritual misterioso, observado com ambivalência ou com uma repugnância categórica, praticado no escuro e inspirador de suicídios e assassínios. Agora é mais uma demonstração atlética, uma brincadeira livre de preconceitos.
(…)
Na antiga ordem natural das coisas, a competição sexual era implacável e cruel: para cada par de felizes amantes havia um espectador desanimado, o que fora excluído. O amor constituía em si mesmo uma cúpula transparente: podíamos ver o casal lá dentro, mas nós não podíamos entrar.
Essa era a versão mais atenuada: o homem sozinho à janela, a beber para esquecer ao som de acordes lúgubres de um tango. Mas as coisas podiam exacerbar-se e levar à violência. As emoções extremas podem ser letais.
Se eu não posso ter-te, mais ninguém terá, e por aí fora. A morte poderia acontecer.
(…)
Quanto desespero inútil tem sido causado por uma série de desencontros biológicos, por um mau alinhamento de hormonas e feromonas, de que resulta que aquele que amas tão apaixonadamente não queira ou não consiga amar-te! Como espécie, somos patéticos nesse aspecto: imperfeitamente monógamos. Se ao menos conseguíssemos encontrar um parceiro para toda a vida, como os gibões, ou então optar por uma promiscuidade total e isenta de culpa, seria o fim deste tormento sexual. Tenho um plano ainda melhor: torná-lo cíclico, e também inevitável, como nos outros mamíferos. Assim, nunca desejarias alguém que não pudesses ter.»
Margaret Atwood, Órix e Crex. O Último Homem, Asa, Abril de 2006, pp. 179-180. [Tradução de Ana Maria Chaves e Ana Mafalda Costa] (Oryx and Crake, 2003).

Comentários desfasados – II

Tal como havia prometido, aqui vem a segunda parte dos comentários que ficaram por fazer devido ao meu dia em branco na blogosfera.
O João Gonçalves escreveu
este texto, pertinente e assaz elucidativo sobre alguns laivos troglodíticos que se corporizam no marialvismo luso.
O texto de Daniel Sampaio é interessante e reforça alguns dos recalcamentos do macho tipo que repudia, de forma veemente, algumas evidências que, agora, se revestem de científicas.
Sobre este assunto, e quando o João
afirma que «as mulheres convivem bem com a sua feminilidade e os homens, pelo contrário, precisam de exibir permanentemente a sua masculinidade para "provar" e "afirmar" que são homens», ocorreu-me um episódio verdadeiramente curioso, à laia de Pedro negando Cristo por três vezes na célebre noite de Quinta-feira Santa.
Num encontro fortuito no Fórum Fnac com três colegas de profissão, do sexo feminino – todas com cerca de uma década a mais de experiência de vida relativamente à minha imatura circunstância de early thirties –, discutia-se literatura e as qualidades de certos romancistas.
Eu, como sempre, defendia os meus autores de eleição e as suas respectivas obras. Até que um dos elementos do trio disse falando para as outras, dando o enfoque especial à relação entre as minhas preferências literárias e a minhas manifestações idiossincráticas no que apenas diz respeito à eterna e estafada dicotomia entre o racional e o emocional: «Não acham que o lado feminino do André está bem desenvolvido?».
Nem houve resposta possível porque, assim que a pergunta foi colocada, vociferei e manifestei de imediato o meu repúdio: «Só faltava dizer que sou gay!», disse-o num tom escarninho, demonstrando a minha indignação.
Logo me acusaram de homofobia, de ser um típico varão troglodita, etc.
Decorridos cinco minutos, dei por mim a pedir as minhas mais sinceras desculpas, já que o teor da dissertação que a minha amiga se preparava para defender era eminentemente laudatório e não depreciativo. Ou seja, que ao contrário da minha reacção violenta carregada de testosterona após o início do debate sobre as minhas qualidades, a minha dicotomia manifestava-se nos autores por mim elegidos e nas acções profundamente emotivas na defesa de determinados valores que considerava como fundamentais.
Assim, a minha amiga dizia-me que, de acordo com as minhas preferências literárias, normalmente elegia autores masculinos em detrimentos dos femininos – é verdade, confesso! Depois, que dentro dos meus autores masculinos conseguia manter o equilíbrio entre os marcadamente masculinos – por exemplo Auster, McEwan, DeLillo e Roth – e os mais feminis porque mais apelativos à exteriorização do profundo emocional – como por exemplo Ishiguro ou Cunningham.

Este singelo episódio é um exemplar retrato desse conflito imanente ao próprio género masculino, o medo da exteriorização dessas emoções que, de acordo com alguns autores, é a base de toda a racionalidade, refutando-se o célebre cogito ergo sum e que vai de encontro às ideias professadas pelo João no seu
texto.

Pobre país!

Os mesmos jornalistas que levaram Scolari ao colo – elevando-o ao estatuto de um ser divino, irrefutável e intocável – são os primeiros que hoje o acusam de uma arreigada teimosia – e já o ouvi e li de vários – por haver deixado o Nuno Gomes no banco de suplentes.

Tanta mediocridade na hora da derrota!

Comentários desfasados - I

Em primeiro lugar, dada a ausência súbita e forçada no dia 4 de Julho, God bless America [Irving Berlin] pelos seus 230 anos e, com alguma ousadia meramente copista, faço minhas as palavras do João Gonçalves.
Bastar-me-ia um dos seus ícones: Frank Sinatra, nascido no coração desse melting pot americano por excelência que é Nova Jérsia (Hoboken) – e podem vir com a conversa estafada do mafioso, também já li, e possuo, a biografia não autorizada por Kitty Kelley.
Depois há outros que na Literatura, Música e Cinema sempre contribuíram para a exaltação e engrandecimento da minha admiração pela América.
Estou cansado da velha Europa e dos seus ufanismos, recalcamentos, ressentimentos, presunções e das exacerbadas e delicodoces lições de humanismo ancestral.

Por isso, termino desta forma:

«And the star-spangled banner in triumph shall wave
O'er the land of the free and the home of the brave!
»

quarta-feira, 5 de julho de 2006

La bête noire

Perdemos fazendo a nossa melhor exibição!

E até nem foi mau, atendendo a que jogámos com 10 até aos 68 minutos , altura em que entrou Simão Sabrosa.

Teimosias!

Sensibilidades

Hoje assaltou-se-me uma sensação estranha enquanto postava o texto anterior – o tal em jeito de sátira aos modelos econométricos e às teorias, normalmente erróneas, que deles emanam, porque sujeitos a fortes manipulações dos dados pelo cientista/observador para a obtenção de resultados definidos antecipadamente. Mas, como dizia, experimentei uma sensação estranha quando, após um dia de intervalo devido a um pequeno incidente, agora completamente resolvido, com a minha filha de três anos, regressei à blogosfera: já não pertenço a esta comunidade!
Senti-me um inadaptado, com laivos eminentemente narcisistas ou até egotistas, ao verificar que o mundo pulou e avançou apesar das atribulações por que passei no dia anterior. Eu sei que vos poderá parecer uma perfeita loucura, ou que, pelo menos, dela padecendo o pudor recomendaria que fosse inconfessável, mas não me sentiria bem com a minha fortemente complexa consciência se não a houvesse partilhado.
Indo ao fulcro da questão – que, porventura, até já foi atingido – há dois textos do João Gonçalves – um dos meus guias no éter da blogosfera – de que gostaria de destacar, ambos com Gore Vidal servindo de suporte: 4 de Julho e Sexually Speaking.

Todavia, feito o merecido e devido destaque aos textos do João, e como já estamos muito próximos das 20 horas – e para piorar a situação utilizando este argumento com o João… –, deixo para mais tarde a manifestação da minha opinião.

Défice Excessivo, Euro e o Mundial de Futebol

Neste momento, dos 12 países pertencentes à União Europeia que são objecto do denominado procedimento relativo aos défices excessivos, metade é composta por antigos Estados-membros, ou seja, são países que já pertenciam à União Europeia antes do último alargamento – de 15 para 25 membros.
Dos antigos membros, cinco pertencem à Zona Euro: Alemanha, França, Itália, Portugal e Grécia.
Tendo em conta que a Grécia é o país que actualmente detém o título de Campeão Europeu de Futebol – conquistado em Portugal em 2004 –, e que os restantes quatro poderão ser considerados como os melhores do mundo, visto que se apuraram para as meias-finais do Mundial de Futebol de 2006 na Alemanha, podemos encontrar uma forte correlação positiva entre o défice excessivo apresentado pelos países da Eurolândia e a respectiva performance das suas selecções nacionais de futebol de seniores.
Mais, o modelo demonstra à saciedade que, com a Grécia (4,5% do PIB em 2005, porém 6,1% do PIB em 2004) detentora do título europeu, os mais fortes candidatos ao título mundial são a Itália (3,6% do PIB em 2005) e Portugal (4,9% do PIB em 2005), cabendo a decisão final à performance do indicador no corrente ano.
Por outro lado, Portugal, e de acordo com este oráculo, vencerá mais logo a França, tal como venceu a Inglaterra que, pela primeira vez, foi alvo de um procedimento relativo aos défice excessivo apresentado em 2005 (3,2% do PIB).

Nota de desresponsabilização: qualquer semelhança com um modelo existente é pura coincidência. Todavia, dado o actual estado da investigação científica académica, mais concretamente nas áreas de Economia e de Gestão – que com um modelo econométrico ininteligível e simultaneamente implausível, contudo estatisticamente determinado com baixa probabilidade de cometimento de erros (Tipos I e II), se alcançam os graus académicos de Doutor e/ou de Mestre – não me espantaria que, na realidade, o modelo já existisse, havendo sido apreciado e classificado com louvor e distinção.

segunda-feira, 3 de julho de 2006

Dois anos de A Arte da Fuga

Parece que se iniciou mais um período de aniversários de blogues que se foram constituindo como minhas referências na blogosfera.

Ontem, o blogue
A Arte da Fuga perfez dois anos de Contrapontos liberais e de Fugas de direita.

Parabéns, ao António e ao Adolfo!

Em jeito de presente – um pouco forreta, é certo! – aqui fica
um excerto (1 minuto, via Amazon.com) do Contraponto n.º 9, interpretado pelo virtuoso Glenn Gould ao piano (gravado em 1967), de A Arte da Fuga (BWV 1080) de Johann Sebastian Bach.

Nota: ouvir, no A Arte da Fuga, esta arrepiante versão de Summertime de George Gershwin, com Ella Fitzgerald e Louis Armstrong (voz e trompete).

Auster em BD

Bendita seja a editora portuense Asa que, com alguma parcimónia é certo, vai completando no nosso mercado a extensa bibliografia do escritor norte-americano Paul Auster – primeira pista dada aqui com um excerto da edição Comics americana.
A Trilogia de Nova Iorque, publicada pela primeira vez em 1987 nos Estados Unidos, foi a primeira grande obra de ficção de Auster, apesar de as suas duas histórias iniciais – “Cidade de Vidro” e “Fantasmas” – haverem sido editadas em separado – respectivamente, em 1985 e 1986 –, ao que se juntou “O Quarto Fechado” em 1987.
Em 1994, a obra Cidade de Vidro foi republicada sob a forma de banda desenhada por Paul Karasik e David Mazzuchelli. Karasik foi discípulo do grande criador de Comics Art Spiegelman – fundador da revista Raw e galardoado com o Pulitzer (Special Award) em 1992 pelo seu trabalho “Maus” –, o qual, de forma veemente, incentivou Karasik a adaptar para BD a obra de Auster, tendo inclusivamente escrito o prefácio da edição americana.
O trabalho de Karasik e Mazzuchelli foi considerado como 45.º entre o
Top 100 English-Language Comics of the Century, elaborado em Março de 1999 (n.º 210) pela prestigiada revista norte-americana Comics Journal.

«Foi uma chamada para o número errado que despoletou tudo, o telefone a tocar três vezes no silêncio da noite, e a voz do outro lado da linha a perguntar por alguém que não era ele.»

domingo, 2 de julho de 2006

Sophia

Há dois anos morria em Lisboa a minha conterrânea e ilustríssima filha da nação Sophia de Mello Breyner Andresen (n. 6/11/1919).
Não sou decerto a pessoa mais indicada para dela falar, nem tão-pouco para fazer um exórdio da sua enorme e prestigiada obra poética – faltam-me a habilitação e o amadurecimento poéticos para meter a foice nessa seara.
No entanto, e estou certo de que a maioria dos meus fiéis visitantes já reparou, Sophia foi a musa inspiradora na tarefa de atribuição do título deste blogue.

Por que razão o Porque?
(Baseando-me nos dados estatísticos sobre os resultados das pesquisas dos motores de busca que embocaram no meu blogue, tendo como fonte os diversos serviços blogométricos, ficará, assim, desfeito um dos mais controversos dilemas gramaticais da língua portuguesa?)

Porque diariamente sinto na pele os males infligidos pelo país da impunidade!
E fico-me por aqui, deixando apenas este poema de Sophia que tudo explica sobre as minhas inquietude e estupefacção com as perversidades deste tão nosso quotidiano luso.

Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão
Porque os outros têm medo mas tu não

Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.


Sophia de Mello Breyner Andresen, “Porque”, Mar Novo, 1958

Nota: efeméride assinalada pela Fátima, que aqui funcionou como um relevante auxiliar de memória. Ver também no Cão com Pulgas a lembrança de outros três gigantes da literatura e do pensamento universais que faleceram neste dia. Por outro lado, Hesse, se fosse vivo, completaria hoje 129 anos – a jogar ao jogo das contas de vidro.

Solvstäg

Com um dia de atraso, conquanto sem que se esgote a validade, felicito o Hugo (Pratt) pelo 1.º aniversário do seu blogue Solvstäg.
O
Solvstäg é, sem qualquer dúvida, o blogue, esteticamente, mais deslumbrante da blogosfera lusa e uma das minhas infalíveis visitas diárias pela qualidade da prosa que contém.

Parabéns, Hugo!

"aguasfurtadas" n.º 9 [Divulgação]

Apresentação da "aguasfurtadas" nove no Porto.
Dia 6 de Julho, nos espaços JUP (Rua Miguel Bombarda, 187), a partir das 21 horas e 30 minutos.

Com concerto/performance de Mano Calórica e Las Tequillas. E "
O Furto das Águas", uma criação colectiva de um grupo de actores, preparada especialmente para esta apresentação.

Ver aqui segundo vídeo de promoção da revista.

Para breve

It was a wrong number that started it...

Intolerante!?

A propósito deste texto escrito pelo João Gonçalves no seu blogue Portugal dos Pequeninos, houve um destemido e valente anónimo comentador que me acusou de possuir uma pressuposta intolerância congénita.
Vou-lhe responder dizendo-lhe a verdade, por mais cruel que se possa revelar:
Sim, sou intolerante!

Depois da confissão, vou-lhe resumir numa só palavra a origem dessa intolerância, que, à medida que vou envelhecendo, se vai intensificando:
Mediocridade – a verdadeira Caixa de Pandora; invólucro que explica tudo o resto, da corrupção à deslealdade, da homofobia ao analfabetismo funcional.

Acredite, esse conceito é suficientemente amplo para nele incluir o seu comentário, de uma estultícia nauseante e de uma incapacidade interpretativa confrangedora. Tenho dito.

sábado, 1 de julho de 2006

Vergo-me...

...a Ricardo Coração de Leão!

Chamem o Quaresma...

...para engendrar uma jogada de génio!
Nota: Postado aos 105 min. de jogo (intervalo do prolongamento)

sexta-feira, 30 de junho de 2006

Estranhas amizades

O que os une?
The Smiths, New Order, The Cramps, Echo & The Bunnymen, Bauhaus, Siouxsie & The Banshees, The Lords of the New Church, A Certain Ration, Blondie e Billy Idol.

Para além destes senhores haverem povoado o meu imenso imaginário musical com as mais sublimes e esfusiantes sonoridades durante estas quase três décadas e meia.

Quem os uniu, já reuniu outros notáveis e ilustres contemporâneos:
Joy Division, The Cure, The Dead Kennedys, The Clash, P.I.L., Sisters of Mercy, Flock of Seagulls, The Specials, Depeche Mode e Killing Joke.

N.V.

2.ª Feira nesta grafonola.