Mostrar mensagens com a etiqueta Thomas Mann. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Thomas Mann. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Natal para revisionistas: uma oportunidade

Duas sugestões para abandonar de vez Os Protocolos… e talvez aproveitável para espantar em definitivo os fantasmas de uma vida pessoal e familiar miserável que, normalmente, se transmuta em letra de ódio na blogosfera. São cerca de 1400 páginas para a iniciar o trilho da redenção:

  1. Leni – A Vida e Obra de Leni Riefenstahl, de Steven Bach (Leni: The Life and Work of Leni Riefenstahl, 2007), edição Casa das Letras (na imagem), com prefácio de João Lopes.
  2. As Benevolentes, de Jonathan Littell (Les Bienveillantes, 2006), vencedor do Goncourt 2006, edição das Publicações Dom Quixote – sobre o livro, escrevi esta breve nota no defunto Porque.


«Art is moral in that it awakens.»
Thomas Mann, The Magic Mountain (Der Zauberberg, 1924)


A arte é moral naquilo que desperta.», trad. Óscar Mascarenhas. Creio que a mensagem, assim traduzida para a nossa língua, perde parte da sua potência sentenciadora, embora seja evidente a necessária fuga à perífrase, que, em definitivo, destruiria essa nobre capacidade. Deixo o assunto à discussão dos especialistas...)

domingo, 18 de março de 2007

Ninfetas e Mancebos – 2

Björn Andrésen em Morte em Veneza
Este a imagem pertence a um dos muitos cartazes promocionais de uma das obras-primas de Luchino Visconti, Morte em Veneza (1971), baseado no romance homónimo, de 1912, de Thomas Mann.
Nela figura o jovem Tadzio (Björn Andrésen), objecto de obsessão puramente platónica de Gustav von Aschenbach – magistralmente interpretado por Dirk Bogarde –, sozinho no mundo e com uma vida destroçada pela perda da família e do dom para a composição musical. No filme de Visconti (realização e argumento), tal como no romance do escritor alemão, a arte revela-se na beleza do sofrimento pelo inatingível e que nos sossega com a simples contemplação. Não há gratuitidade lasciva e nem se apela à pederastia, como muitos fizeram crer repudiando o romance – aliás como ocorreu com Lolita de Nabokov uns anos mais tarde, sendo, porém, curioso que o próprio Nabokov repudiasse, por motivos estéticos, a obra de Mann.
Apesar da bem conhecida bissexualidade tanto de Mann, como de Visconti, Morte em Veneza não pretende explorar o filão mediático pelo choque, é apenas uma manifestação artística que exibe o ponto extremo que pode alcançar o sofrimento humano, imposto pelos constrangimentos que advêm da sua peculiar e essencial característica de homo socialis.