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quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

Desvarios comemorativos

Na minha opinião, é necessário criar, com carácter de urgência, uma comissão parlamentar especial de inquérito, cujo objectivo, único e obrigatório, deve ser o de saber se a Sra. Deputada Ana Gomes entregou no Parlamento Europeu a famosa lista dos 94 voos da CIA, que alegadamente sobrevoaram o espaço aéreo nacional, antes, durante ou depois de haver festejado com champanhe a morte do ex-ditador chileno Augusto Pinochet.
Se foi antes é grave!

segunda-feira, 11 de dezembro de 2006

Anotações e Transcrições – 3 [actualizado]

Para que se clarifique a minha posição, susceptível de deturpação com a citação anterior, subscrevo o texto do Rui Miguel BrásLágrimas Liberais”, do qual retirei este excerto (com a devida vénia ao Rui):

«Nestas idiotias, os nossos liberais são iguaizinhos aos marxistas que santificam Fidel: porque construiu um mercado livre ou um sistema de protecção social generoso, é o mesmo. A tirania é a mesma. E a idolatria bovina também. Só que os liberais têm mais cautela em admiti-lo (culpa das circunstâncias, não mais).»

Chega de contagem de mortos, de presos políticos, de torturados, de viúvas, de exilados, de difamados, de chantageados… dessa treta toda, do inútil exercício de comparação da dimensão peniana (em comprimento e em perímetro, em estado rígido ou numa flacidez exasperante).
Como o
Henrique classificou aqui, e bem, os que os une é a filhadaputice. E a filhadaputice não tem escala de valores, não tem gradação, ou se é ou não é: são só “0”s e “1”s.
Maniqueísmo? Talvez, e daí…
Tanto faz ser Ceausescu, Fidel, Pinochet, Estaline, Hitler, Pol Pot, Noriega, Idi Amin, Salazar, Mussolini, Bokassa, Stroessner, Vargas, Mao Tsé-Tung, François ou Jean-Claude Duvalier, Kim Il-Sung, Franco, Honecker… ou até o Professor Moriarty.

Todos mataram (bastava uma morte), todos coarctaram (ou ainda coarctam) a liberdade ao povo que comandavam (ou ainda comandam).

«A tirania é a mesma.»

Nota da redacção: No texto anterior só tentei demonstrar a minha profunda indignação perante a permanente e sistemática tentativa de beatificação (quiçá canonização) em vida de um tirano: Fidel Castro.

[Actualização: por coincidência, Sérgio, li o teu texto depois de haver publicado o meu. Acho que a minha resposta está dada.]

Anotações e Transcrições – 2

Do Miguel Castelo-Branco no 31 da Armada sobre a morte de Pinochet [com sublinhados meus]:

«Concordo que Pinochet não deixa saudades, como não deixam todas as ditaduras da América Latina, de Fidel em Cuba, Videla na Argentina, Ortega na Nicarágua ou Stroessner no Paraguai.

Espero que, quando dentro de algumas semanas, quando Fidel Castro finalmente vier a morrer, haja para com ele a mesma justiça negativa, que agora e bem, é feita a Pinochet.
»


Subscrevo, mas não partilho da esperança do Miguel. Quem não se lembra do vergonhoso comício/festa/tertúlia realizado no dia 16 de Outubro de 1998 no Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos a propósito da presença desse torcionário em terras da Invicta para participar na Cimeira Ibero-Americana?

Estavam lá Saramago, Carvalhas, Vasco Gonçalves e… Narciso Miranda. Para além de Sérgio Godinho, Jorge Palma, Manuel Freire e Luís Represas.

Para mais informação consultar o Pravda português [
a mentira é o ópio do povo].