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sábado, 14 de abril de 2007

Man Booker International Prize 2007

Este prémio, ao contrário do seu irmão mais velho, o Man Booker Prize for Fiction, que premeia anualmente obras de ficção apenas publicadas por autores dos países da Commonwealth e da Irlanda, galardoa bienalmente autores de todo mundo pela sua carreira literária e desde que parte considerável das suas obras haja sido publicada em língua inglesa.
Este ano o júri é presidido pela autora e crítica literária norte-americana Elaine Showalter, coadjuvada pelo escritor irlandês Colm Tóibín e pela autora sul-africana, galardoada com o Nobel da Literatura em 1991, Nadine Gordimer.
Eis a lista de 15 candidatos, pertencentes a 10 países, sendo que 4 autores não publicam a sua obra originalmente em inglês:

  • Chinua Achebe (Nigéria)
  • Margaret Atwood (Canadá)
  • John Banville (Irlanda)
  • Peter Carey (Austrália)
  • Don DeLillo (Estados Unidos)
  • Carlos Fuentes (México)
  • Doris Lessing (Irão/Reino Unido)
  • Ian McEwan (Reino Unido)
  • Harry Mulisch (Holanda)
  • Alice Munro (Canadá)
  • Michael Ondaatje (Sri Lanka/Canadá)
  • Amos Oz (Israel)
  • Philip Roth (Estados Unidos)
  • Salman Rushdie (Índia/Reino Unido)
  • Michel Tournier (França)

O prémio de 2005 foi atribuído ao escritor albanês Ismail Kadaré, pelo júri constituído por John Carey (presidente), Alberto Manguel e Azar Nafis, havendo derrotado nomes como o eterno nomeado Philip Roth, Atwood, García Márquez, Bellow, Grass, Kundera, McEwan, Tabucchi ou Updike.

Nota: E assim, enquanto me debato com o terrível síndrome de Blogger’s Block, este pasquim intimista vai passando por um banal periódico que se limita a transcrever comunicados para a imprensa. Melhores dias virão! Creio…

sexta-feira, 22 de dezembro de 2006

Arranja Uma Vida!

Nadine GordimerÉ esta a tradução literal do título do último romance de Nadine Gordimer, que mereceu um título português mais poético e menos coloquial de «Faz-te à vida» – sobre este livro já falei aqui, em 25 de Agosto deste ano.
E, certamente, foi essa frase, em forma de interjeição, que Ms. Gordimer proferiu ao seu biógrafo inglês Ronald Suresh Roberts, tobaguenho de educação – suponho ser um dos gentílicos possíveis para denominar os habitantes de Trinidad y Tobago – de 38 anos, quando decidiu vetar, sem êxito, a publicação da versão final da sua biografia.
A história está contada num artigo pré-publicado no sítio oficial do Times, que irá ser publicado no final do ano.
Para além de biógrafo de Nadine, Roberts ganhou o estatuto de biógrafo do presidente sul-africano Thabo Mbeki, obra que será publicada em meados de 2007.

Esta novela, que seguramente contará com mais episódios, assemelha-se a outras, embora diversas na substância, que afectaram os autodenominados moralistas da política mundial, anti-imperialismo americano, militantes da esquerda radical e todos apoiantes da revolução cubana e do seu líder Fidel Castro, designadamente Grass e Saramago. Afinal, a dada altura, os esqueletos criteriosamente encerrados durante anos no armário das suas vidas, parecem ganhar vida e emudecer os seus fiéis discípulos.
Ms. Gordimer para além de haver confessado a falsificação de uma curta autobiografia publicada na revista
The New Yorker em 1954, tem tido, nos últimos anos, um comportamento pouco convencional para uma activista e militante do Congresso Nacional Africano (ANC).