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segunda-feira, 26 de março de 2007

Pulhas!

Cerca de 60% dos votantes do programa Os Melhores Portugueses votou em dois pulhas, antidemocratas e apologistas da opressão como sustentáculo e base orientadora da vida dos cidadãos, por via da coarctação dos direitos, liberdades e garantias que hoje em dia, pelo menos como pessoas com alguma saúde mental, reputamos como inalienáveis.

2.ª Conclusão
Também não excluo, apesar da gritante falta de base científica à votação, o exercício do tal voto de protesto, como disse e bem Rosado Fernandes, perante uma classe política de corruptos e pela podridão que grassa na Justiça, percorrendo de forma transversal juízes, procuradores, advogados e demais funcionários, que contagia a sociedade, de forma irremediável, pela via da impunidade.

3.ª Conclusão
E ainda decorrente do debate, admiro os bêbados e os homossexuais, como admiro qualquer forma de transgressão à imunda e repugnante mediocridade desta sociedade portuguesa, pequeno-burguesa, pejada de filisteus, de gente ignara, arrivista, onde se exalta o chicoespertismo como qualidade perante a sordícia deste nojo de país.

PIM!

PS – Escrito a quente, sem qualquer tipo de revisão, e de forma incandescente, em brasa – fujam do cheiro a enxofre! –, e assim ficará; nem que amanhã me possa vir a arrepender daquilo que neste momento escrevo neste blogue!

sábado, 9 de dezembro de 2006

O Grande Português

A avaliar pelo vibrante silêncio sobre a lista dos mais votados no programa “Os Grandes Portugueses”, conduzido por Maria Elisa, António de Oliveira Salazar venceu mesmo a primeira votação.
Só me espanta o súbito emudecimento do canal público e da usualmente palradora Maria Elisa. Se de facto o vencedor foi Salazar, a não divulgação da lista presta-lhe um inestimável tributo ao usar um dos instrumentos que notabilizou o período de governação do Botas: a censura.
Um país que vive mal com as suas memórias – com gritantes antecedentes, como, por exemplo, a mudança da bandeira em 1910 e o rebaptismo da Ponte Salazar em 1974 – não é um país sério, e jamais pode ser levado a sério.

Enfim! Resta-nos verificar os vencedores nos outros países em que se realizou o dito programa:

  • África do Sul – Nelson Mandela (1918-)
  • Alemanha – Konrad Adenauer (1876-1967)
  • Bélgica (Flandres) – Padre Damião (De Veuster) (1840-1889)
  • Bélgica (Valónia) – Jacques Brel (1929-1978)
  • Canadá – Tommy Clement Douglas (1904-1986)
  • Estados Unidos – Ronald Reagan (1911-2004)
  • Finlândia – Carl Gustaf Emil Mannerheim (1867-1951)
  • França – Charles De Gaulle (1890-1970)
  • Holanda – Pim Fortuyn (1948-2002)
  • Reino Unido – Winston Churchill (1874-1965)
  • República Checa – Carlos VI (Carlos I da Boémia) (1316-1378)
  • Roménia – Estêvão III, O Grande (1437-1504)