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quarta-feira, 25 de julho de 2007

Ritmos Etéreos (II)

Estou de novo em 1992. Doces 20 anos.
Na Rádio Comercial, Pedro Costa dava lugar a Aníbal Cabrita para gozar umas merecidas férias. O programa ia apenas da três às quatro da tarde, antecedia o jurássico Rock em Stock de Luís Filipe Barros – os Def Leppard lideravam as listas de vendas com Adrenalize e o sucesso “Let’s Get Rocked”; a versão ao vivo de 1988 de “Run Like Hell”, com Gilmour e sem Waters, dos Pink Floyd ainda imperava.
O programa radiofónico era o 4.º Bairro.
De Inglaterra surgia, de forma fulgurante, um nome no apartado musical então denominado por House: Felix.
Segundo rezavam as crónicas, Felix era o pseudónimo de um tal de Francis Wright, um miúdo inglês de apenas 17 anos de idade, que num dia de inspiração pegou num sample “Don't You Want My Love”, pertença de um trio feminino norte-americano chamado Jomanda, e criou um trecho musical que se propagou, à velocidade da luz, por todas os clubes de dança à escala do globo. A pequena peça musical electrónica ficará para a História como um dos ícones da geração House dos anos 90:

Felix - Don't You Want Me (1992)



Nota: Felix, um estranho caso do Síndrome de Bartleby no campo musical, compôs apenas mais uma música. Chamava-se “It Will Make Me Crazy”, igualmente um sucesso de vendas, embora, segundo a minha mui particular escala de apreciação, se situasse umas léguas abaixo da primeira.