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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Sensibilidade e Bom Senso*

Segundo debate da campanha para as presidenciais nos Estados Unidos: 7 de Outubro de 2008, Belmont University, em Nashville, Tennessee.
Uma assistente na plateia, Katie Hamm, faz a pergunta:
«Deveriam os Estados Unidos respeitar a soberania do Paquistão e não perseguir os terroristas da Al-Qaeda que aí mantêm bases, ou deveriam atravessar outras fronteiras e perseguir os nossos inimigos, como fizemos no Camboja durante a Guerra do Vietname?» [tradução: AMC]
O que se seguiu? Tenho a certeza de que a maioria dos que agora lêem estas linhas se lembra do escarnecimento e do sarcasmo de McCain – puerilidade, senilidade ou dificuldade em enfrentar os factos perante os apoios passados comprometedores prestados através de voto no Senado? – ante a resposta de Obama à pergunta formulada pela espectadora.
No fim do 4.º minuto, Obama torna a explicar a sua posição circunstanciada e clarividente; McCain na réplica veste a sua pose artrítica e sofredora e puxa dos lustrosos galões do sofrimento vietnamita…


Depois dos ataques de 26 de Novembro em Mumbai (antiga Bombaim) na Índia, que se prolongaram até anteontem, dia 29, que mataram e feriram centenas de civis inocentes, mais alguém* tem dúvidas sobre a tal necessidade de mudança que, felizmente, irá operar-se no próximo dia 20 de Janeiro na Casa Branca?

Notas: *Este blogue passa, claramente, pela sua fase mais austeniana de sempre.
**E usei a expressão “mais alguém” porque os próprios apoiantes lusos de Obama, um pouco por todo o lado, da televisão aos jornais, das rádios aos blogues, apostrofaram como infelizes aquelas declarações (eufemismo que o verbo não deixa demonstrar em toda a sua característica brandura) – alguns chamavam-lhe já o novo “falcão”.