Nove milhões de portugueses sentem que se aproxima, enfim, o momento da libertação do miasma centralista – infelizmente em tese ou, pelo menos, naquilo que os olhos vêem.
Foram meses em que se não era a Ota, era a Câmara, e se não era a Câmara, era Berardo e o Benfica, o Berardo e o Museu Berardo e depois o Mega… chega!
Todavia, enquanto essa libertação, puramente ilusória, não puder ser gozada em toda a sua plenitude, os telejornais e os canais de televisão ditos generalistas vão-nos matraqueando com inúmeros rescaldos. As máquinas partidárias tiram as suas ilações para o todo nacional: vão rolar cabeças... Por aqui vai-se aguardando, em ansiosa esperança, por uma exportação laranja em 2009. A bem da Nação. O Porto perderá o seu filho dilecto, conjuntamente o mais amado pelos lisboetas que, em seis anos de exortações laudatórias, o poriam em cada esquina da Capital.
Os nove milhões continuarão, apesar de tudo, a viver as suas vidas. Desses, três milhões ainda respiram saúde pelo sorvedouro de recursos luso-centralista. Os restantes lutam por manter um nível de vida apenas equiparado ao das regiões mais pobres da Europa a 27.
Cá em cima, o Querido Líder promove uma competição automobilística na zona mais rica da cidade, bem longe do São João de Deus (à Areosa) onde ainda se trafica droga às claras. Quis o destino que as ruas da Alegria, D. João IV, Santa Catarina, do Bonjardim ou toda a zona do Bonfim e de Campanhã se houvessem assestado no extremo oposto da cidade: degradado e degradante; o local com maior incidência de casos de tuberculose do país, doença que, como se sabe, vem sempre associada à miséria extrema.
O Querido Líder faz uma declaração únicaao seu blogue… à página da Web da Câmara que escapou ao país: «uma das marcas mais fortes da cidade do Porto». As corridas de automóveis, a sua grande paixão, para promover a marca Porto. O desporto promove a cidade! É caso para dizer: o que eu lutei para aqui chegar...
«O Porto possui esta marca muito forte, que temos de prestigiar cada vez mais, evitando, na medida do possível, cometer também cada vez menos erros e falhas.»
Mas:
Estamos todos felizes. De anestesia em anestesia, o país rejubila. Sócrates saiu incólume. Lisboa tem Presidente!
Foram meses em que se não era a Ota, era a Câmara, e se não era a Câmara, era Berardo e o Benfica, o Berardo e o Museu Berardo e depois o Mega… chega!
Todavia, enquanto essa libertação, puramente ilusória, não puder ser gozada em toda a sua plenitude, os telejornais e os canais de televisão ditos generalistas vão-nos matraqueando com inúmeros rescaldos. As máquinas partidárias tiram as suas ilações para o todo nacional: vão rolar cabeças... Por aqui vai-se aguardando, em ansiosa esperança, por uma exportação laranja em 2009. A bem da Nação. O Porto perderá o seu filho dilecto, conjuntamente o mais amado pelos lisboetas que, em seis anos de exortações laudatórias, o poriam em cada esquina da Capital.
Os nove milhões continuarão, apesar de tudo, a viver as suas vidas. Desses, três milhões ainda respiram saúde pelo sorvedouro de recursos luso-centralista. Os restantes lutam por manter um nível de vida apenas equiparado ao das regiões mais pobres da Europa a 27.
Cá em cima, o Querido Líder promove uma competição automobilística na zona mais rica da cidade, bem longe do São João de Deus (à Areosa) onde ainda se trafica droga às claras. Quis o destino que as ruas da Alegria, D. João IV, Santa Catarina, do Bonjardim ou toda a zona do Bonfim e de Campanhã se houvessem assestado no extremo oposto da cidade: degradado e degradante; o local com maior incidência de casos de tuberculose do país, doença que, como se sabe, vem sempre associada à miséria extrema.
O Querido Líder faz uma declaração única
«O Porto possui esta marca muito forte, que temos de prestigiar cada vez mais, evitando, na medida do possível, cometer também cada vez menos erros e falhas.»
Mas:
Estamos todos felizes. De anestesia em anestesia, o país rejubila. Sócrates saiu incólume. Lisboa tem Presidente!