*Um bom argumento para que, desta vez, se produza um bom filme, seria o EstorilGate de 2004/2005. O maior escândalo que, com os meus já respeitáveis 36 anos, pude assistir no futebol português.
Nota: Em faltas para grande penalidade não se aplica a "lei da vantagem". Proença errou, mas disso não convém falar. O resultado estava 0-0 e o Reyes trava a progressão do Lucho.
Essa visão monocular clubítica irrita-me profundamente.
[adenda, dia 10/Fev, às 12h06m]: (C.E.) Proença condensado e verificado, em lides comentadeiras – eu, ainda não havia visto as imagens dos casos do jogo, à excepção do pretenso penalty do Lisandro repetido até à náusea pelo Rui Santos no "Hora Extra" – no programa “O Dia Seguinte” na SIC-Notícias, e assumo agora a função de contra-queixinhas (4 incidências de relevo, 1 erro técnico e 3 de avaliação):
- 19 min. – Lucho é travado por Reyes dentro da grande área do Benfica, cai e continua o lance, com passe para Fucile que, à entrada da área, remata por cima da baliza. Nem que Fucile houvesse marcado golo, a falta de Reyes sobre Lucho teria de ser marcada, porque dentro da área jamais se aplica a “lei da vantagem”. Segundo os regulamentos, uma falta na grande área cometida sobre um jogador da equipa que ataca é penalty. Erro técnico grave e não de avaliação subjectiva – resultado na altura 0-0;
- 28 min. – Sidnei, considerado como herói na imprensa desportiva de hoje, pisa ostensivamente Lucho (a bola há muito que lá não estava), deitando o jogador portista por terra (o tal que com fair-play, nove minutos antes não se atirou para o chão na grande área). Cartão vermelho e consequente expulsão (erro de avaliação) – o Benfica passaria a jogar com apenas 10 jogadores durante mais de 1 hora de jogo – resultado na altura 0-0;
- 79 min. – Por compensação, por ter visto mal o lance, por dolo ou pela re-admissão do Cardeal Nazi no seio da Igreja Católica pelo Papa Ratzinger, Proença assinalou mal o penalty (erro de avaliação) pretensamente cometido por Yebda sobre Lisandro López – convém salientar que todos os jornalistas, comentadores e narradores do jogo (rádios e televisão) afirmaram, sem repetições e no momento exacto do lance, que Yebda havia cometido penalty – o resultado na altura era de 0-1, que passou a 1-1 pela conversão da grande penalidade;
- 94 min. – David Luiz, sem bola, atinge com os pitões da sua bota as pernas de Fucile e com o cotovelo atinge-o no pescoço, não só ficou por mostrar o cartão vermelho ao jogador benfiquista, como Proença interpretou a falta ao contrário e exibiu o cartão amarelo ao jogador portista (que por acumulação não jogará no próximo jogo), engendrou um livre directo perigoso e inexistente junto da área portista (erros de avaliação), convertido por Carlos Martins e defendido com extrema dificuldade por Helton, dadas a potência e a colocação do remate – fim do jogo, 1-1 resultado final.
(Q.E.D.)


