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sábado, 10 de novembro de 2007

Galeria dos Sem Nobel

Norman Mailer morreu. De insuficiência renal, dizem, no Hospital Mount Sinai em Nova Iorque.
A ironia da sua morte: a Academia Sueca juntou-o a Tolstói, Joyce, Proust, Musil, Borges, Nabokov, Walser, etc.

Norman Mailer


Norman Mailer

(Nova Jérsia, 31 de Janeiro de 1923 – Nova Iorque, 10 de Novembro de 2007).

Nota: é, segundo dizem, a lei da vida, Manel.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Doris Lessing [actualizado]

Prémio Nobel da Literatura 2007

Doris Lessing

Reino Unido

(Irão (antiga Pérsia), 22 de Outubro de 1919; nacionalidade inglesa)

Doris Lessing

[actualizado às 20:18]
Quando
neste texto dei início ao pequeno inquérito sobre a preferência dos leitores deste blogue para o vencedor do Nobel da Literatura deste ano, referi, nos critérios de escolha dos 11 nomes propostos para votação, que não se vislumbrava a iminência de uma eleição avermelhada por falta de matéria-prima: «Harold Pinter venceu em 2005 e com ele esgotou-se o stock de marxistas, descendentes do Pai García Márquez (1982) – com a mão a fugir para o bom gulag estalinista – que, nos últimos tempos, conveio laurear: Gordimer (1991), Dario Fo (1997), Saramago (1998) e Grass (1999).»
Errei em toda a linha, esqueci-me de Doris Lessing, ou melhor, dava-a como já na companhia do comrade Bernard Shaw, Sartre, Quasimodo ou Sholokhov, por exemplo.

A reacção de Harold Bloom à Associated Press:
«É o puro politicamente correcto. (…) Embora Lessing, no início da sua carreira, haja possuído algumas qualidades admiráveis, eu considero a sua obra nos últimos quinze anos como pouco legível… ficção científica de quarta categoria.» [tradução: AMC]

A reacção (esperada) do inefável camarada Saramago à Lusa:
«É uma pessoa preocupada com o mundo e com ideias claras (…) uma pessoa muito aberta, sem nenhuma pose ou vaidade. (…) Como é que tardaram tanto a dar-lhe o Nobel?»

Sr. Escritor,
Para cumprir a condição sine qua non para vencer o Nobel, seguir
esta ligação. Obrigado.

House Specialities

Em degustação:
Thom Yorke


Thom Yorke



…em 10 postas finas, translúcidas... laminadas, um bom carpaccio sem dispensar azeite, umas gotas de limão ou talvez uma vinagreta purgativa – recomendo the Reckoner, as a starter.

Nota: texto n.º 300.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Nobel da Literatura – 2.ª Actualização (Ladbrokes)

Antes de postar a lista actualizada, de acordo com as probabilidades atribuídas pela Ladbrokes, convém relembrar que:

  • Continua em aberto (até às 8 horas da manhã de amanhã), aqui no lado direito, o pequeno inquérito sobre as preferências para vencedor do prémio com base em 11 nomes pré-seleccionados (por enquanto lidera Mailer seguido de Roth);
  • O Nobel da Literatura será anunciado amanhã (dia 11) ao meio-dia, hora de Lisboa.
Top 10 (candidatos ao Nobel – Ladbrokes)

1.º Philip Roth (EUA, 1933) – 7/2
2.º Claudio Magris (Itália, 1939) – 6/1
3.º Haruki Murakami (Japão, 1949) – 7/1
–– Tomas Tranströmer (Suécia, 1931) – 7/1 (Poesia)
5.º Amos Oz (Israel, 1939) – 8/1
–– Joyce Carol Oates (EUA, 1939) – 8/1
–– Les Murray (Austrália, 1938) – 8/1 (Poesia)
8.º Adonis (Síria, 1930; Líbano) – 10/1 (Poesia)
–– Thomas Pynchon (EUA, 1937) – 10/1
10.º Ko Un (Coreia do Sul, 1933) – 14/1 (Poesia)

Entrou para a lista o eterno candidato Thomas Pynchon, saindo o poeta e ensaísta francês Yves Bonnefoy (n. 1923).

domingo, 7 de outubro de 2007

Entretanto... [actualizado]

…a centenária casa de apostas britânica Ladbrokes, que no ano passado acertou em cheio na previsão de atribuição do Nobel ao escritor turco Orhan Pamuk, atribuiu as seguintes probabilidades para o vencedor do Nobel da Literatura de 2007 – os dez primeiros:

O reverso da medalha do Nobel da Literatura1.º Philip Roth (EUA, 1933) – 5/1
2.º Claudio Magris (Itália, 1939) – 6/1
–– Les Murray (Austrália, 1938) – 6/1 (Poesia)
4.º Tomas Tranströmer (Suécia, 1931) – 7/1 (Poesia)
5.º Haruki Murakami (Japão, 1949) – 8/1
6.º Adonis (Síria, 1930; Líbano) – 9/1 (Poesia)
7.º Amos Oz (Israel, 1939) – 10/1
–– Joyce Carol Oates (EUA, 1939) – 10/1
–– Ko Un (Coreia do Sul, 1933) – 10/1 (Poesia)
10.º Yves Bonnefoy (França, 1923) – 16/1 (Poesia e Ensaio)
[actualização: Roth passou à condição de vencedor mais provável. Saiu do Top 10 o poeta belga (flamengo) Hugo Claus (1/25), entrou Yves Bonnefoy]

Em comparação com a lista de onze nomes de prováveis vencedores por mim sugerida, apenas Philip Roth integra, na 3.ª 1.ª posição por grau de probabilidade de ocorrência decrescente, a lista dos dez primeiros da Ladbrokes. Todavia, há sete autores que surgem em posições inferiores na tabela, de acordo com a lista da corretora: Kundera e Pynchon (20/1); DeLillo (25/1); Updike (40/1); Achebe e Vargas Llosa (50/1); Rushdie (100/1). Não constam da referida lista de apostas três do onze nomes atrás referidos: Lobo Antunes, Kadaré e Mailer.

Notas:

  1. A Paul Auster foi atribuída a probabilidade de 100/1, tal como a John Banville e a Julian Barnes.
  2. De destacar o rácio de 20/1 atribuído ao autor italiano, de forte paixão lusa, Antonio Tabucchi.
  3. Curiosamente, Bob Dylan aparece na lista, conquanto surja na última posição com uma probabilidade de 150/1.

Inventas vitam juvat excoluisse per artes.

sábado, 6 de outubro de 2007

Dia: 11: Autores

Na próxima quinta-feira, dia 11 de Outubro, ao meio-dia, hora de Lisboa, será anunciado o Prémio Nobel da Literatura de 2007.
A Fnac já vende livros com desconto de 20% assinados por autores supostamente candidatos ao galardão anual da Academia Sueca: Lobo Antunes, Vargas Llosa, Kundera, Kadaré, P. Roth e Rushdie.

Alguns factos para análise:
  1. O último norte-americano a ser galardoado com Nobel da Literatura foi a escritora afro-americana Toni Morrison em 1993 – logo, não será de desprezar, 14 anos depois, a atribuição do prémio a um autor proveniente da maior fábrica de prémios Nobel do globo, que na vertente da Literatura já deu à Suécia e ao mundo nomes como Faulkner (1949), Hemingway (1954), Steinbeck (1962) ou Bellow (1976), entre outros.
  2. Harold Pinter venceu em 2005 e com ele esgotou-se o stock de marxistas, descendentes do Pai García Marquez (1982) – com a mão a fugir para o bom gulag estalinista – que, nos últimos tempos, conveio laurear: Gordimer (1991), Dario Fo (1997), Saramago (1998) e Grass (1999).
  3. Salman Rushdie apresenta dois tipos de problema. Começando pelo mais simples, distam apenas dois anos desde a atribuição do Nobel ao último britânico, Harold Pinter – já sabemos que pczismo sueco é de pendor fundamentalista. Porém, o problema mais aborrecido e assaz complexo consiste numa certa falta de conteúdo no escroto – fui tão polido, dêmos graças ao Senhor – dos membros do júri da Academia para o Nobel da Literatura. Convém recordar que há precedentes. Em 1976, um nome foi prontamente retirado e substituído por outro (Bellow) em cima da data do anúncio. Sim, isso mesmo, deu-se com o eterno injustiçado – Nobel desde que nasceuJorge Luis Borges, porque aquele ladino, na altura com 77 anos, havia acabado de visitar o ditador chileno Augusto Pinochet e com ditaduras de direita a Academia não brinca, facto que foi agravado por um erro de interpretação das palavras de Borges, um cínico divertido, que inclusivamente motivaram que o insuspeito García Márquez viesse a terreiro em sua defesa.
  4. Achebe e Kadaré dispõem de uma forte probabilidade para vencer. Uma vez mais, e em primeiro lugar, devido ao pczismo e à diversidade cultural. Depois porque ambos foram os vencedores das duas primeiras edições do Man Booker International Prize, prémio bienal de carreira: Ismail Kadaré em 2005 e Chinua Achebe em 2007.
  5. António Lobo Antunes porque, apesar das últimas derivações no mínimo excêntricas, é de facto um grande escritor. E depois, não há nada neste mundo que, a concretizar-se, pudesse irritar mais o Saramago...
  6. Finalmente, um dos muitos casos de uma injustiça gritante: o eterno e inigualável Milan Kundera. Seguindo os critérios recentes da Academia dificilmente será galardoado: foi um dissidente do partido e do regime comunista checos, pró-soviéticos, havendo-se exilado em França, país onde actualmente habita e adquiriu a nacionalidade francesa. A sua não-nomeação tem contornos semelhantes ao caso de Mario Vargas Llosa.
Eis os 11 nomes para o dia 11, propostos por mim e que figurarão por ordem alfabética do apelido no topo da barra da direita, como objecto para um pequeno inquérito na blogosfera, que se irá manter em aberto para votação até às 8 horas da manhã do dia 11 de Outubro:



(Carregar na imagem para ampliar)