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sábado, 5 de janeiro de 2013

A Verdade, no seu momento anual

A verdade a cada doze meses (os muito aguardados prémios do conjunto mais iluminado entre os críticos norte-americanos não alinhados — National Society of Film Critics, NSFC), votou três vezes no realizador austríaco nascido na Alemanha (logo, vítima de anschluss inversa, de Munique para as escolas de Viena e não de Linz para as cervejarias de Munique, e sem direito a bigode ridículo) Michael Haneke: Melhores Filme, Realizador e Actriz (a majestosa, já a meio da sua nona década, Emmanuelle Riva). Note-se que, na categoria mais importante, Amor (Amour) ganhou com uma baixa votação e uma curtíssima vantagem sobre o 2.º filme mais votado, O Mentor (The Master) de P.T. Anderson. O mesmo, mas com mais uma concorrente, ocorreu na categoria Melhor Realizador, em que Haneke deixou P.T. e Bigelow a apenas 3 votos.
Nota final de desconsolo: aquela coisa viscosa de Soderbergh, que já nem me atrevo a nomear, venceu a categoria de Melhor Actor Secundário, atribuído ao cabotino de serviço. Mas, vendo bem, conjuga com o grau de oleosidade (acima da categoria Fula) que premiou em 2011 a mesma categoria, quando Albert Brooks venceu com Drive. Pelo menos, que ninguém se venha queixar de uma possível inconsistência, o critério manteve-se.

domingo, 8 de janeiro de 2012

A Verdade, uma vez a cada 12 meses


E no título deste texto figura o mote da sociedade que reúne os críticos norte-americanos mais respeitados por esse mundo fora. E a Verdade, segundo a National Society of Film Critics (NSFC), foi reposta ao eleger o fabuloso filme do dinamarquês Lars von Trier, Melancolia (Melancholia, 2011), como o Melhor Filme do Ano – o meu 3.º filme do ano, mas cujos quatro primeiros da lista poderiam perfeitamente trocar de posição entre si, a minha escolha da ordem final foi quase aleatória dado o elevadíssimo encantamento cinéfilo que A Árvore da Vida, Essential Killing – Matar para Viver, Melancolia e Uma Separação exerceram sobre mim.
Eis a lista completa dos prémios, este ano renhidíssimos em algumas categorias incluídas pelos críticos da NSFC – prémios que são vulgarmente conhecidos como os Anti-Óscares:
  • Melhor Filme – Melancolia, de Lars von Trier (Melancholia, 2011).
  • Melhor Realizador – Terrence Malick, por A Árvore da Vida (The Tree of Life, 2011).
  • Melhor Argumento – Asghar Farhadi, por Uma Separação, realizado pelo próprio (Jodaeiye Nader az Simin, 2011).
  • Melhor Actriz – Kirsten Dunst, pela sua interpretação em Melancolia.
  • Melhor Actor – Brad Pitt, pelas suas (2) interpretações em A Árvore da Vida e em Moneyball – Jogada de Risco, de Bennett Miller (Moneyball, 2011).
  • Melhor Actriz Secundária – Jessica Chastain pelas suas (3) interpretações em A Árvore da VidaTake Shelter, de Jeff Nichols (2011); e As Serviçais, de Tate Taylor (The Help, 2011).
  • Melhor Actor Secundário – Albert Brooks, pela sua interpretação em Drive – Risco Duplo, de Nicolas Winding Refn (Drive, 2011).
  • Melhor Fotografia – Emanuel Lubezki, por A Árvore da Vida.
  • Melhor Filme Estrangeiro – Uma Separação.
  • Melhor Filme de Não-Ficção – A Gruta dos Sonhos Perdidos, de Werner Herzog (Cave of Forgotten Dreams, 2010).
Notas:
  1. Apesar de ter perdido o prémio de Melhor Filme por apenas 1 voto, o filme a Árvore da Vida foi o grande vencedor ao arrecadar 4 prémios de NSFC, seguido (em igualdade) por Melancolia e Uma Separação, com 2 prémios cada.
  2. O inacreditável cabotino Albert Brooks recebeu, e com uma distância considerável dos restantes contendentes, o prémio pela sua interpretação no purpurino Drive.
  3. Werner Herzog, desdenhado pela Academia de Hollywood na competição de documentários, para além do acima referido (que venceu a categoria), conseguiu um 3.º lugar com o documentário, ao que dizem extraordinário, sobre a pena de morte nos Estados Unidos, intitulado Into the Abyss (2011).

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Mais prémios – NSFC Awards 2008

Antes dos Óscares e dos Globos de Ouro, surgem, por tradição, os prémios da associação de críticos norte-americanos (ditos independentes, banidos da associação, digamos canónica, New York Film Critics Circle em 1966) National Society of Film Critics (membro americano da prestigiadíssima organização de críticos internacional FIPRESCI – Fédération Internationale de la Presse Cinématographique).
Se é costume dizer-se que os Globos de Ouro são a antecâmara dos Óscares da Academia de Hollywood, os prémios da NSFC, quase por regra, contrariam (por antecipação, e diga-se o que se disser) os mais cobiçados prémios cinematográficos do mundo. Por exemplo, Haverá Sangue (There Will Be Blood) de Paul Thomas Anderson venceu nas categorias de Melhor Filme, Realizador, Actor e Fotografia (4 prémios em menos categorias), tendo vencido apenas dois Óscares: Melhor Actor e Fotografia.
A NFSC agrega um conjunto de mais de 60 críticos prestigiados no meio cinematográfico norte-americano que se reúne num restaurante nova-iorquino no início de cada ano civil e atribui os seus prémios por votação secreta em boletim de voto.
No passado sábado, 3 de Janeiro, 49 dos actuais 63 membros reuniram-se no célebre Sardi’s Restaurant em Nova Iorque, e atribuíram pela 43.ª vez os seus prémios anuais.

Eis a lista dos vencedores (a bold) e os respectivos derrotados por cada categoria. Numa análise rápida, o grupo de críticos não-alinhados continua a provocar estragos, senão atentem, desde logo, no trio que liderou a categoria “Melhor Filme”:

Melhor Filme
1. A Valsa com Bashir, de Ari Folman (Vals Im Bashir; 26 votos)
2. Um Dia de Cada Vez, de Mike Leigh (Happy-Go-Lucky; 20)
3. WALL-E, de Andrew Stanton (20)

Melhor Realizador
1. Mike Leigh, por Um Dia de Cada Vez (Happy-Go-Lucky; 36)
2. Gus Van Sant, por 2 filmes Milk e Paranoid Park (20)
3. Danny Boyle, por Slumdog Millionaire (16)

Melhor Actor
1. Sean Penn, por Milk (87)
2. Mickey Rourke, por The Wrestler (40)
3. Clint Eastwood, Gran Torino (38)

Melhor Actriz
1. Sally Hawkins, por Um Dia de Cada Vez (Happy-Go-Lucky; 65)

2. Melissa Leo, por Frozen River (33)
3. Michelle Williams, por Wendy and Lucy (31)

Melhor Actor Secundário
1. Eddie Marsan, por Um Dia de Cada Vez (Happy-Go-Lucky; 41)

2. Heath Ledger, por O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight; 35)
3. Josh Brolin, por Milk (29)

Melhor Actriz Secundária
1. Hanna Schygulla, por Do Outro Lado (Auf der anderen Seite; 29)

2. Viola Davis, por Dúvida (Doubt; 29, obtidos em menos boletins de voto)
3. Penélope Cruz, por Vicky Cristina Barcelona (24)

Melhor Argumento
1. Um Dia de Cada Vez, por Mike Leigh (Happy-Go-Lucky; 29)

2. Un conte de Noël, por Arnaud Desplechin e Emmanuel Bourdieu (24)
3. Synecdoche, New York, por Charlie Kaufman (17)

Melhor Fotografia
1. Slumdog Millionaire, Anthony Dod Mantle (29)

2. O Voo do Balão Vermelho, por Pin Bing Lee (Le voyage du ballon rouge; 22)
3. O Cavaleiro das Trevas, por Wally Pfister (The Dark Knight; 18)
Porém, o exercício mais divertido, após a atribuição destes prémios, tornou-se em passar uma rápida revista pelos jornais, revistas e sítios da web norte-americanos, mais ou menos ligados ao mundo do cinema (incluindo os generalistas com uma forte componente cultural), e atentar nos artigos de opinião. A zurzidela e o escárnio são de ir às lágrimas (eis um exemplo).