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quarta-feira, 13 de junho de 2007

Hermenêutica do Racismo [corrigido]

1.º Passo: Impotência e Ingovernabilidade (assunção)
(seguindo os passos até ao São João)


Enquanto Lisboa dorme, o mundo trabalha, e uma vez mais o júri do Man Booker International Prize trabalhou (mal, na minha opinião de metediço em assuntos literários… atem-te às Finanças Empresariais, porra! – diz-me a voz interior) e resolveu ignorar os americanos – esses imperialistas… – Philip Roth e Don DeLillo, nascidos na década de 1930, tal como o vencedor, o romancista, contista, poeta, ensaísta e crítico literário nigeriano Chinua Achebe (n. 1930) – apenas com dois livros publicados em Portugal – celebrizado pelo seu primeiro romance Things Fall Apart (1958) e pela crítica feroz ao racismo demonstrado por Joseph Conrad na sua obra-prima O Coração das Trevas, numa prelecção dada na Universidade de Massachusetts em Fevereiro de 1975, sob o título An Image of Africa: Racism in Conrad's Heart of Darkness – mais tarde publicada na Massachusetts Review vol. 18 (1977).
Achebe é ademais conhecido pela defesa intransigente dos valores culturais africanos perante a constatação das suas flexibilidade e demissão ante o mundo ocidental, como resquícios de um colonialismo político-administrativo que imperou durante séculos, e que mais tarde se transmutou em dependência económica, tecnológica e cultural.

Títulos de Chinua Achebe publicados em Portugal:

  • A Flecha de Deus, Edições 70, 1979 (obra original: Arrow of God, 1964);
  • Um Homem Popular, Editorial Caminho, 1987 (obra original: A Man of the People, 1966).

Nota: consultar a press release página oficial do Man Booker International Prize para mais informações (inclui os comentários de Colm Tóibín e de Nadine Gordimer, dois dos três elementos do júri deste ano).

Correcção: voz avisada alertou-me para um erro (gerúndio) no título do 1.º romance de Achebe, prontamente corrigido.

sábado, 14 de abril de 2007

Man Booker International Prize 2007

Este prémio, ao contrário do seu irmão mais velho, o Man Booker Prize for Fiction, que premeia anualmente obras de ficção apenas publicadas por autores dos países da Commonwealth e da Irlanda, galardoa bienalmente autores de todo mundo pela sua carreira literária e desde que parte considerável das suas obras haja sido publicada em língua inglesa.
Este ano o júri é presidido pela autora e crítica literária norte-americana Elaine Showalter, coadjuvada pelo escritor irlandês Colm Tóibín e pela autora sul-africana, galardoada com o Nobel da Literatura em 1991, Nadine Gordimer.
Eis a lista de 15 candidatos, pertencentes a 10 países, sendo que 4 autores não publicam a sua obra originalmente em inglês:

  • Chinua Achebe (Nigéria)
  • Margaret Atwood (Canadá)
  • John Banville (Irlanda)
  • Peter Carey (Austrália)
  • Don DeLillo (Estados Unidos)
  • Carlos Fuentes (México)
  • Doris Lessing (Irão/Reino Unido)
  • Ian McEwan (Reino Unido)
  • Harry Mulisch (Holanda)
  • Alice Munro (Canadá)
  • Michael Ondaatje (Sri Lanka/Canadá)
  • Amos Oz (Israel)
  • Philip Roth (Estados Unidos)
  • Salman Rushdie (Índia/Reino Unido)
  • Michel Tournier (França)

O prémio de 2005 foi atribuído ao escritor albanês Ismail Kadaré, pelo júri constituído por John Carey (presidente), Alberto Manguel e Azar Nafis, havendo derrotado nomes como o eterno nomeado Philip Roth, Atwood, García Márquez, Bellow, Grass, Kundera, McEwan, Tabucchi ou Updike.

Nota: E assim, enquanto me debato com o terrível síndrome de Blogger’s Block, este pasquim intimista vai passando por um banal periódico que se limita a transcrever comunicados para a imprensa. Melhores dias virão! Creio…